Dia desses, passeando pela internet, deparei com a charge que acompanha este texto em algum site, e-mail, página, sei lá mais o quê.Na hora, lógico, me lembrei de um episódio acontecido conosco (Rita, Jr e eu) em terras baianas. Não pude deixar de fazer associação.
À época, tentei registrar a curiosa cena nesta pequena crônica que divido com vocês, a seguir.
GELO BAIANO
Sol rachando mamona no sertão, a bordo de um "opalão 86", quente como tampa de cuscuzeira (tinha ar condicionado, mas, óbvio, não funcionava - nunca funciona), seguíamos Rita, Júnnior e eu, pela estrada que liga Brasília a Morro de São Paulo, no litoral baiano. Íamos, como bons moradores do Distrito Federal, tentar relaxar por alguns dias num marzinho quente e mais próximo da capital federal. Naquela fornalha, a tradicional "cervejinha em lata" já boiava na água quente dentro da caixa de isopor - tradicional companheira de viagem. Ainda não existia a “lei seca” e a gente ainda era descabeçado e inconseqüente demais para perceber risco em beber e dirigir ao mesmo tempo.
Paramos, então, no primeiro boteco de estrada pela frente, próximo a Santa Maria da Vitória, Bahia. No balcão do bar, o atendente não altera sua lenta rotina, nos olha calma e longamente, mas nem se dispõe a levantar da cadeira para responder ao nosso questionamento:
- Moço, por gentileza, tem gelo?
- Tem, sim senhor - responde o interlocutor.
Sol rachando mamona no sertão, a bordo de um "opalão 86", quente como tampa de cuscuzeira (tinha ar condicionado, mas, óbvio, não funcionava - nunca funciona), seguíamos Rita, Júnnior e eu, pela estrada que liga Brasília a Morro de São Paulo, no litoral baiano. Íamos, como bons moradores do Distrito Federal, tentar relaxar por alguns dias num marzinho quente e mais próximo da capital federal. Naquela fornalha, a tradicional "cervejinha em lata" já boiava na água quente dentro da caixa de isopor - tradicional companheira de viagem. Ainda não existia a “lei seca” e a gente ainda era descabeçado e inconseqüente demais para perceber risco em beber e dirigir ao mesmo tempo.
Paramos, então, no primeiro boteco de estrada pela frente, próximo a Santa Maria da Vitória, Bahia. No balcão do bar, o atendente não altera sua lenta rotina, nos olha calma e longamente, mas nem se dispõe a levantar da cadeira para responder ao nosso questionamento:
- Moço, por gentileza, tem gelo?
- Tem, sim senhor - responde o interlocutor.
Pela pressa, ginga e sotaque, deduzimos ser um legítimo baiano.
- Então, o senhor poderia arranjar uma barra pra gente - solicitei.
- Só que tem um pobreminha, dotô - retrucou.
- Qual, companheiro?? - O Júnnior já se impacientava com a malemolência.
- É que o gelo ainda não "empedrou"....
- Então, o senhor poderia arranjar uma barra pra gente - solicitei.
- Só que tem um pobreminha, dotô - retrucou.
- Qual, companheiro?? - O Júnnior já se impacientava com a malemolência.
- É que o gelo ainda não "empedrou"....
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