sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

CCC Sexta

A publicação desta coluna no CruzCredoCruz, além da pretensão de se tornar referência para bons programas culturais e etc, de está me proporcionando uma feliz constatação: rever, reler e reencontrar grandes amigos e suas artes magníficas. Semana passada, nossa recomendação foi para a leitura e conhecimento da verve fina e sensível da queridíssima Vera Pinheiro com o "Parto de Mim" e seus escritos no blog (http://blog.verapinheiro.net/).

Hoje, revirando o baú, reencontrei e recomendo conhecerem a arte de Alessandro Uccello, colega do Banco Central do Brasil e grande zagueiro de nosso igualmente grande e campeoníssimo time de futebol do Peladeiros (eita, que saudade!!). Além da habilidade nos gramados, Alessandro é excepcional na poesia. Vale a pena se deliciar com os poemas que ele nos apresenta no livro "EU COM VERSO".

O livro (pelo autor)

“Eu com verso” não é somente um jogo de palavras, é uma relação antiga que há entre mim e a poesia, entre o ego e o mundo, diálogos que me servem como terapia, como forma de expor e expiar os sentimentos e pensamentos que me habitam. Eu converso comigo e com você por meio dos versos, e gosto quando dessa conversação surgem poemas tocantes, retratos poéticos do mundo que nos atravessa. O livro que você vai ler é resultado de trinta e tantos anos de conversas “terapoéticas” e não foi fácil escolher. Pensei em colocar todas as poesias, o que seria um exagero; pensei em separá-las por períodos da vida ou por assunto; em publicar somente as de amor; pensei em não publicar. Escolhi aquelas que quero que você leia para me conhecer. EU mostra as poesias mais íntimas, mostra-me. COM trata dos relacionamentos, de nossos encontros e desencontros amorosos. VERSO traz o outro lado de mim, aquele voltado para fora, para o mundo. Espero que a leitura seja um gostoso bate-papo."

Como aperitivo, saboreiem a poética conversa dele com a filha, no poema "Papai, como você poesia?" (é uma das tantas maravilhosas que encontrarão no livro):

Eu poesio, minha filha, pegando
uma folha em branco de caderno
fazendo nas linhas, com a ponta da caneta
um monte de buraquinhos: um, dois, três...
e colocando em cada buraco uma letra
uma letra, uma letra, uma letra de cada vez

Depois eu guardo a folha na gaveta
e fico esperando surgirem as palavras
sem saber se o verso será bom ou ruim
se do "a" surgirá angústia ou alegria
se do "c" brotará cravo ou capim
e fico torcendo, torcendo muito
para que você goste da poesia
como gosta de mim

Gostou? Além do livro (à venda na Cultura do Casa Park - Brasília) conheça outras poesias do Alessandro no blog que mantém no seguinte endereço: http://eucomverso.blogspot.com/
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Até sexta próxima!!

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