segunda-feira, 23 de março de 2009

Discurso Formatura

Esta postagem exige uma ilustração logo de cara. Então, antes que passemos para outras considerações, observem bem a figura abaixo:


O administrador do CCC está mesmo ficando louco??? Até poderia, afinal, sabe-se que ele circula por aí com o embornal carregado de sintomas. E, assim sendo, é sempre bom manter um pezinho atrás. Mas, não, não e não. Não é, ainda, uma evidência ou confirmação do diagnóstico.

A ilustração é apenas mais um pouquinho de luz para que compreendamos, babemos, entendamos e reflitamos integralmente sobre as iluminadas palavras da oradora Antonieta Vieira da Cruz Rocha, digníssima, linda e recente formanda de Enfermagem. E, além disso, para quem não sabe (CCC também é curtura), a imagem simboliza a área de atuação que abraçam os formandos.

O texto a seguir é a integra do discurso proferido pela também iluminada Tutuca, na cerimônia de colação de grau dos alunos do curso de Enfermagem do Uniceub, realizada no último dia 11 de março, na Academia Music Hall, em Brasília.

Vejam se não tenho razão...

“VOCÊ BEM SABE O QUANTO EU CAMINHEI... PRA CHEGAR ATÉ AQUI...”.

Ilustres componentes da mesa, senhores pais, caros colegas, familiares e amigos presentes,

Sinto-me muito honrada por ter sido escolhida para representar meus colegas de turma neste momento tão importante...

Caí de pára-quedas. Era 2005. Rostos jovens, olhos curiosos, cheios de vida e de pontos de interrogação me receberam... Confesso que o início foi meio turbulento... Personalidades fortes demais... (inclusive a minha) e aos poucos fomos nos encontrando em meio ao processo iniciado em 2004.

Durante a jornada, pudemos perceber que o enorme esforço que fazíamos para estar presentes nas aulas, chegarmos no horário, tendo de conciliar família (ou sua ausência), filhos, trabalho, dificuldades financeiras... não eram individuais. Bastava olhar ao lado e encontrávamos uma colega com alguma característica comum, além da paixão pela ENFERMAGEM.

Aos poucos o que era apenas coincidência foi se tornando cumplicidade...

Apesar da trajetória árida, o bom humor reinava e ainda reina absoluto... Perdíamos o amigo, mas jamais, a piada... Não é Andréa

Vieram os estágios, e com eles nos confrontamos com nossos maiores medos... Tivemos de aprender a equilibrar o impossível... Ser forte quando as pernas tremem, correr devagar, calar quando se quer gritar, sorrir quando se quer chorar e chorar baixinho escondida diante da perda...A nossa emoção: deveríamos conter aquilo que nos fazia mais humanas... Sem, no entanto, esquecê-la. Fomos moldadas a ferro e fogo...

Mas também vivenciamos momentos incríveis que fizeram valer a pena: a cada procedimento acertado, a cada muito obrigado recebido, a cada sorriso arrancado num momento de dor, o amor gratuitamente ofertado, cada pedacinho doado, a compensação daquela emoção contida e a certeza do ser MUITO humano renovada.

Hoje aqueles rostos aflitos, se transformaram em amigas, mulheres enfermeiras competentes, motivo de muito orgulho para todos.

O que foi vivido terá um lugar especial reservado em nossos corações... Palavras, não traduzem o significado desses 4 anos e muito menos dessa noite tão especial.

Agradecemos a Deus por ter nos dado a oportunidade de conviver com pessoas que juntas aprenderam o verdadeiro sentido da palavra AMADURECIMENTO...

Nossa vitória é o resultado merecido de nosso esforço e dos que nos apoiaram.

Somos profissionais, a partir de agora e devemos buscar sempre a excelência – nunca nos contentemos com menos. Vidas humanas, saúde, dor, felicidade, sofrimentos dependerão do nosso trabalho que muitas vezes terá que ser realizado em condições distantes das ideais. Vivemos em um país em que grande parte da população não tem acesso à saúde de qualidade e o índice de mortalidade infantil ainda é muito elevado. Como disse o padre na missa de ontem, nossa profissão é também sacerdócio. Que a ética seja nossa estrela-guia e que Deus nos ajude.

PARABÉNS A TODAS!

“E COMO É GALERA? COLA AQUI QUE É SUCESSO!”

Um comentário:

Reinaldo Cruz disse...

Eita, Tutuca!!!

Se eu tivesse ouvido ao vivo o seu discurso, tinha chorado ali mesmo, na frente de todos pode ter certeza (e, pra quem não entende dessas emoções, pagando mico, né??!).

Aqui, a sós com a máquina, o nó da garganta desceu com bitola de uma porrada de polegadas (será que se mede isso é em polegadas??? Geografia nunca foi o meu forte...hehehehehhhh).

Ah!! Mas eu queria demais ter visto você lá, falando bonito... (uma pergunta: vc cantarolou o título do discurso??? Voei aqui e imaginei essa cena... Se não, devia...). (Que merda de serviço demais que não me deixou chegar antes!!!!)

Por essas e por outras é que, apesar de nossos encontros (UNIÃO) às vezes terminarem com as tradicionais brigas e tapas e beijos, percebo que é muito bom que eles aconteçam e justifiquem mesmo o termos FAMÍLIA, AMOR... Discordamos uns dos outros?? Claro!! Reparamos defeitos?? Sim. Criticamos?? Muito. Damos pitaco? Vixe!! Mas também e, principalmente, valorizamos as virtudes. No fundo, a gente sabe que elas estão por aí circulando pela família e vão nos brindar com alegria a qualquer momento. A beleza de seu discurso resume e ratifica tudo isso.

Valeu demais!! Tô feliz por e como você.

Um beijão,

Reinaldo